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Hayley Wickenheiser lidera Classe 2019 do Hockey Hall of Fame

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Hayley Wickenheiser lidera Classe 2019 do Hockey Hall of Fame

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Ganhadores do Hockey Hall of Fame, classe de 2019

Nesta tarde de terça-feira (25), o órgão anunciou os nomes que serão introduzidos no Monte Olímpio do hóquei. O principal nome entre os escolhidos foi o de Hayley Wickenheiser, indubitavelmente a maior jogadora de hóquei de todos os tempos. Além disso, já entra em seu primeiro ano de elegibilidade.

Como funciona a seleção?

As três categorias são jogador (player), construtor (builder) e árbitro (referee/linesman). No caso do jogador, é considerada sua importância para o esporte no quesito habilidades, espírito desportivo e contribuições para os times em que atuou. Além disso, o jogador não pode ter atuado profissionalmente ou na sua seleção nacional nos três anos que antecedem sua indicação. 

O construtor é aquele que, em uma função extra-gelo, contribuiu de alguma forma para o crescimento do esporte. Aqui, se encaixam os técnicos e executivos, por exemplo, podendo estar ativos ou inativos à época da introdução. Por fim, o árbitro é aquele que contribuiu, com suas habilidades enquanto juiz, de uma forma positiva para o esporte. O período de elegibilidade para um árbitro é o mesmo de um jogador, ou seja, três anos. 

Quem faz essa escolha?

Os eleitos são escolhidos por um sistema de voto, no qual o Comitê do Hall da Fama determina os selecionados. Sendo assim, cada integrante do Comitê pode indicar uma pessoa em cada categoria durante o procedimento anual. Ademais, podem ser eleitos apenas quatro jogadores e duas jogadoras por ano, além de dois (se não há indicados na categoria de árbitros) ou um na categoria construtores, e, enfim, um árbitro. A classe de 2019 conta com uma jogadora, três jogadores e dois construtores.

Hayley Wickenheiser, jogadora, Canadá

Maior nome da história do hóquei feminino, a canadense dispensa apresentações, tendo um currículo que fala por si só. A atleta ganhou quatro medalhas olímpicas de ouro com sua seleção, além de sete ouros em mundiais de hóquei. MVP em duas Olimpíadas (2002 e 2006), Wickenheiser é líder absoluta de seu país. Sendo em gols (168), assistências (211) e pontos (379), com 276 partidas disputadas internacionalmente.

Além disso, a atleta fez história ao ser a primeira mulher a anotar um ponto em uma liga profissional masculina, quando atuou na Finlândia. Atualmente, Wickenheiser trabalha para o Toronto Maple Leafs, dirigindo o departamento de desenvolvimento de jogadores. 

Sergei Zubov, jogador, Rússia

O defensor, cuja carreira profissional foi de 1988 a 2010, ganhou a Stanley Cup duas vezes. Primeiramente, com o New York Rangers em 1994, e a segunda com o Dallas Stars, em 1999. Além das duas equipes, o russo também defendeu o Pittsburgh Penguins e o SKA São Petersburgo na KHL (Kontinental Hockey League).

Antes de ser draftado pela equipe nova-iorquina, o jogador defendia a equipe do Exército Vermelho, o HC CSKA Moscou. Além das conquistas na NHL, o defensor foi campeão olímpico em 1992, nos jogos de Albertville. Ele encerrou sua carreira com 771 pontos em 1068 jogos na NHL.

Guy Carbonneau, jogador, Canadá

O center começou sua carreira na QMJHL (Quebec Major Junior Hockey League), onde defendeu Chicoutimi Saguenéens. Depois de uma temporada de 182 pontos, foi draftado pelo Montréal Canadiens em 1979. Com os Habs, venceu sua primeira Stanley Cup em 1986, e foi o recipiente do Selke nas temporadas 87/88, 88/89 e 91/92.

Em 1989 foi nomeado capitão da equipe, vencendo a Stanley Cup novamente em 1993, última vez que uma equipe canadense conquistou o título. Posteriormente, em 1994 foi trocado para o St. Louis Blues por Jim Montgomery. Lá jogou por uma temporada antes de assinar com o Dallas Stars. No Texas, venceu sua terceira Stanley Cup, em 1999, e se aposentou em 2000 com 663 pontos em 1318 jogos.

Václav Nedomanský, jogador, Tchecoslováquia/República Tcheca

O tcheco ficou conhecido como o primeiro jogador a desertar um dos países da Cortina de Ferro para jogar na América do Norte, em 1974. Jogou por três anos na World Hockey Association (WHA) pelo Toronto Toros e Birmingham Bulls. Por fim, assinou com o Detroit Red Wings em 1977, quando iniciou sua carreira na NHL. Ele ainda defendeu o New York Rangers e o St. Louis Blues antes de se aposentar da Liga em 1983, com 278 pontos em 421 jogos.

Jim Rutherford, construtor, Canadá

Embora o canadense tenha tido uma carreira com mais de 400 jogos na NHL como goleiro, sua indicação vem na categoria de construtor. Rutherford teve sucesso como GM, levando o Carolina Hurricanes à primeira Stanley Cup da franquia em 2006. Além disso, foi o arquiteto das conquistas seguidas do Pittsburgh Penguins em 2016 e 2017. 

Jerry York, construtor, Estados Unidos

O americano é o maior vencedor do hóquei universitário da NCAA (National Collegiate Athletic Association) ainda em atuação. York venceu quatro títulos com o Boston College e um com o Bowling Green State University, tendo conquistado mais de 1,000 vitórias durante sua carreira. Este feito é especialmente importante considerando que os times universitários jogam até 34 jogos por temporada regular. 

A cerimônia de introdução irá acontecer no dia 18 de novembro, em Toronto. 

Foto: Reprodução/TSN.ca

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